Pastoral

28 de fevereiro de 2021

 Brasília é considerada uma das cidades mais arborizadas do país. De acordo com a NOVACAP, são mais de 4 milhões de árvores plantadas. Algumas, inclusive, foram tombadas como Patrimônio Ecológico do DF, entre elas, a copaíba, o pequi, a sucupira-branca e o jacarandá.

Árvores são belas, úteis e revelam a criatividade de Deus. É um espetáculo passear pela cidade no florescer dos Ipês. Também é curioso ver pessoas arremessando manga para pegar mangas na avenida do Cruzeiro. As jacas são mais difíceis. É necessário muita habilidade e força. Mas não é tarefa tão árdua para quem realmente quer saborear os gomos da grande fruta.

Por outro lado, o excesso na arborização do DF também pode representar um perigo. Em razão das chuvas, nesta época do ano, é muito comum a queda de árvores. As notícias são recorrentes e, na maioria das vezes, as causas indicam a fraqueza, falta de profundidade e até morte das raízes que, por sua vez, não dão o devido sustento contra os ventos fortes.

Assim como as árvores, precisamos de raízes fortes e profundas para suportar as chuvas e tempestades da vida.

O Salmo 1.3 compara o justo à árvore que foi plantada próximo ao ribeiro. Em tempo oportuno, dá os seus frutos. A folhagem não seca. É bem aventurado em tudo. O ímpio também é comparado a uma planta (1.4), só que morta e sem raiz. É descrito como palha que o vento leva. Não dá frutos e ninguém descansa à sua sombra. No devido tempo, serão lançadas ao fogo (Mt. 3.12).

Estar plantado próximo à corrente de águas é desfrutar da abundante graça de Deus. É beber da fonte de Água Viva. É nunca mais ter sede (Jo 3.14). É ter uma vida conduzida pelos princípios e valores do reino. É viver de modo a se parecer mais com Cristo Jesus. A consequência de uma vida assim não seria outra, senão frutificar.

Estar plantado próximo ao ribeiro é ser vivo, não apenas de corpo, mas, sobretudo de alma. O crente deve ser como uma árvore viçosa. Em tempos de estiagem, deve ser sombra para o próximo. Na tempestade, não é levado “como a palha que o vento dispersa”, pois suas raízes estão fincadas no solo fértil da Palavra de Deus. O crente deve alongar as raízes de intimidade com o Pai e, ao mesmo tempo, arvorar em santidade frutífera.

Seja uma árvore bela e útil! Revele a criatividade de Deus!

 

Presbítero Daniel Toledo

 Direitos Reservados © 2016-2020. 1ª Igreja Presbiteriana do Brasil no Cruzeiro