Pastoral

22 de novembro de 2020

“A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti.

A minha carne e o meu coração desfalecem;

Mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre” (Sl 73.25,26)

Asafe buscou em outros lugares algo que pudesse satisfazê-lo. Não encontrou. Entendeu, fruto de sua experiência, que não há quem possa ajudá-lo além de Deus. Esse aspecto é de suma importância para que os filhos de Deus percebam a fonte do verdadeiro consolo, conforto, fortaleza e segurança. Deus. Buscar preenchimento em alguém diferente é cavar para si cisternas rotas que não retém as águas “Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me 

deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas” (Jr 2.13).

Israel abandonou a Deus como continuou sua procura. Ninguém abandona Deus e não busca nada. Todos buscam algo. O povo buscou cavando. Cavaram no lugar errado. Procurar no lugar errado é estar sujeito inequivocamente a não encontrar satisfação, benção ou força alguma.

Isso é confortador. Perceber o quanto antes a futilidade de uma vida sem Deus “Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento (Ec 1.14). O que alguém irá encontrar “fora” de Deus será apenas “cisterna rota”.

A maior bênção que alguém pode ter é conhecer a Deus e estar em sua presença. Não é difícil encontrar quem percebeu isso: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma” (Sl 42.1). Ter sede do próprio Deus. Buscá-lo tão essencialmente quanto um ser vivo procura àquilo que o mantém vivo.

Desejar Deus com todo o seu ser é o que o salmista afirma: “A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo! (Sl 84.12). Um profundo, contínuo e abençoador anseio por Deus.

Um desejo tal que não vê a hora de colocar-se novamente perante o Criador “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?(Sl 42.2). Esse é o desejo de alguém que experimentou a verdadeira e íntima comunhão com Deus.

Todos os que buscaram a Deus e o conheceram verdadeiramente entenderam e experimentaram a verdadeira vida eterna “A vida eterna é esta; que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste (Jo 17.3). Desejar Deus e somente a Ele para adorá-lo eternamente é o propósito de todo ser humano. No céu ou na terra, o único que todos necessitam é Deus. Colocar qualquer coisa entre nós e Deus descaracteriza-nos como seus discípulos “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.26).

Ser discípulo de Cristo significa que Ele está no centro e deve ter a primazia “João testemunha a respeito dele e exclama: Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim (Jo 1.15). Devemos amar a Cristo acima de tudo e de todos. No trono do verdadeiro discípulo Cristo, e somente ele, é o Senhor. Cristo, antes dos negócios, da família, do sucesso, da própria vida. A completa satisfação que o homem precisa, só pode ser encontrada em Deus. Suprimento, preenchimento, satisfação, completude, fortaleza, segurança. Deus. Somente Deus. A Rocha do nosso coração.

Tentar viver baseado nas próprias experiências vividas ou em busca de outras, atividades pessoais, família ou qualquer outra coisa é trilhar a estrada do fracasso e da frustração eterna. A dependência a que fomos criados para viver é na completa submissão a Deus, a Rocha eterna, o manancial de águas vivas. Quem desejamos na terra ou no céu? Vamos cavar no lugar certo. No lugar do manancial de águas vivas. Evitar correr atrás do vento. Suspiremos pelas correntes das águas na ânsia de nos encontrarmos perante a face de Deus. Conheçamos e prossigamos em conhecê-lo. Sejamos seus discípulos. O tenhamos em primeiro lugar. Acima dos céus, da terra e de tudo. Até de nós mesmos. Deus, Cristo. Somente a ele. Bom desejo a todos.

Rev. João Geraldo de Mattos Neto

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