Pastoral

18 de outubro de 2020

O sábio é aquele que se alegra em dar uma resposta adequada. Uma palavra adequada e no tempo certo tem efeitos positivos inegáveis. Existem respostas adequadas para todas as circunstâncias. Isso exige comunhão com Deus, conhecimento da palavra (Cl 3.16) e reflexão sobre o que ouvimos “O coração do justo medita o que há de responder, mas a boca dos perversos transborda maldades” (Pv 15.28). Não basta ouvir o que as pessoas nos dizem é preciso que haja reflexão ou meditação sobre o assunto ouvido “Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado” (Pv 19.2) e Salomão continua em outro lugar “Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque

Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras” (Ec 5.2). A consciência da transcendência de Deus é o que sustenta tal discurso de ser econômico nas palavras já que Deus está nos céus e nós, na terra. Há um abismo que separa o Criador da criatura e isso deveria se traduzir em como utilizamos as palavras. Deve-se ter cuidado com o que se fala já que, por definição, refletir antes de responder evita a precipitação “Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha” (Pv 18.13) e “Tens visto um homem precipitado nas suas palavras? Maior esperança há para o insensato do que para ele” (Pv 29.20). Dessa forma, essa atitude cautelosa quanto às palavras demonstra como amamos as pessoas que querem ouvir o que temos a dizer sobre as coisas e o nosso compromisso com o que é santo (Pv 20.25).

Deus se apraz daqueles que procuram ter uma boa palavra “Abomináveis são para o Senhor os desígnios do mau, mas as palavras bondosas lhe são aprazíveis” (Pv 15.26). Palavras assim só podem vir de um coração transformado. Alguém que se alegra em responder de forma piedosa, fruto de reflexão bíblica e coração devotado a Deus. O quanto se tem evitado a precipitação e refletido a respeito daquilo que chegam até nós antes de responder (Pv 29.1)? Todo cristão deve cuidar com aquilo que sai de sua boca (Pv 29.11) e refletir sobre aquilo que lhe perguntam.

Desta feita conquistará progressivamente essa sabedoria “Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; é escudo para os que caminham na sinceridade” (Pv 2.7) desfrutando disso “Para o insensato, praticar a maldade é divertimento; para o homem inteligente, o ser sábio” (Pv 10.23) já que se alegra em refletir e responder biblicamente ao que lhe chega como demanda. Isso certamente proporcionará essa alegria aos seus pais terrenos (Pv 10.1, 15.20, 23.15 e 23.24) tanto quanto a Deus “Abomináveis para o Senhor são os perversos de coração, mas os que andam em integridade são o seu prazer” (Pv 11.20). Boa alegria a todos!

Rev. João Geraldo de Mattos Neto

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