“A conhecida reforma religiosa empreendida nos dias do Rei Josias ilustra de modo vívido a importância das Escrituras na restauração da verdadeira fé. Tudo começou com a redescoberta do Livro da Lei esquecido no templo, e com o quebrantamento e disposição de Josias em colocar em prática os seus ensinos.

 

A reforma religiosa do século XVI não foi diferente. A profunda reforma teológica, eclesiástica e prática que deu origem às igrejas protestantes foi precedida pela redescoberta da Palavra de Deus, por uma reforma hermenêutica e pela pregação fiel das verdades encontradas”. (Rev. Paulo Anglada).

De fato, quando fazemos uma leitura da história da reforma, quer no povo de Israel, quer no século XVI, podemos observar que os reformadores não fizeram uma revolução, mas apenas resgataram as fiéis verdades que estavam esquecidas no templo ou entulhadas, escondidas, escamoteadas em meio às tradições e dogmas da Igreja Romana.

Não se pode negar que cada vez que o homem tem um encontro com a Palavra de Deus, que “é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12), o avivamento espiritual acontece.

Nesse passo, a bíblia nos adverte que estejamos em constante reforma, considerando que, a despeito de lutarmos uma guerra já vencida por Jesus Cristo - nosso Senhor e Salvador - no calvário, não estamos imunes às forças do diabo, da carne e do mundo. Além do mais, cumpre mencionar que o coração do homem é enganoso (Jr 17.9), e sempre tendencioso a ser autônomo e a roubar a glória de Deus, como foi com os nossos primeiros pais.

Por isso, a igreja necessita estar continuamente em processo de reforma. Não pela conformação com este século, através de incorporação das últimas novidades que o mundo oferece, mas pela confirmação contínua à Palavra, levando cativa as nossas mentes, fé e práticas eclesiásticas e pessoais à obediência à Cristo.

Precisamos compreender a vontade de Deus para as nossas vidas, vontade esta que já se encontra revelada nas Escrituras. Desse modo, não devemos ter uma espiritualidade desconectada da proposta bíblica (misticismo), nem intelectualidade bíblica que não transborde para a vida prática (legalismo).

O movimento evangélico brasileiro hoje precisa entender quais são as marcas da verdadeira igreja de Cristo, que não se confunde com as práticas da teologia da prosperidade, mercantilização do evangelho, confissão positiva, negociação da fé, etc.

Por fim, vale destacar as palavras do Pastor Renato Vargens: “Precisamos regressar às Escrituras e fazer dela a nossa única regra de fé, prática e comportamento. Sim! Precisamos voltar à Escola Bíblica Dominical, abandonando definitivamente as coisas de menino e optando assim por servir ao Senhor com maturidade, conhecimento bíblico e conteúdo teológico”.

SOLA SCRIPTURA / SOLA GRATIA / SOLA FIDE / SOLUS CRISTUS / SOLI DEO GLORIA

Esse artigo foi escrito por Daniel Toledo, que é membro de nossa Igreja e professor da EBD da turma Verdades Bíblicas.  

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